Chamados para testemunhar!

Publicado: 23 de setembro de 2010 em Devocionais

“É por causa da oposicao que o mundo descrente faz a Cristo, que o testemunho do cristao por Cristo se torna necessário”

“A testemunha é quem tem conhecimento direto de certos fatos e que declaro diante de uma corte de justica o que viu e ouviu,testemunha aquilo que sabe”

Pr Paunde pregando na IBRB

Para alguns, a idéia transmitida é aquilo que comumente chamamos “dar um testemunho” (que normalmente consiste em narrar as circunstâncias da sua conversão, talvez adicionando algumas notas autobiográficas sobre como tem sido sua peregrinação espiritual desde então). Para outros, o “testemunho” é acima de tudo as nossas vidas, muito mais do que aquilo que falamos: a poderosa influência do exemplo do cristão. Há alguma verdade nestas duas idéias, tanto que nosso testemunho falado precisa do apoio e da autoridade da experiência pessoal, e da evidência de uma vida coerente. Entretanto, o conceito bíblico de “testemunho” é bem mais amplo que estas duas idéias, e quando pensamos no pregador como “testemunha”, é importante termos como pano de fundo a totalidade do ensino da Bíblia a este respeito.

Não sei de maneira melhor de começar do que tomando por base as palavras de Jesus registradas em João 15.26,27:”Quando vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim; e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio”.

Podemos resumir a idéia bíblica do testemunho cristão dizendo que é testemunho dado diante do mundo pelo Pai acerca do Filho, através do Espírito e da Igreja. Se o testemunho vivo do Pai é dado através do Espírito, o é através da Igreja também.

Embora seja realmente importante o testemunho congregacional, o pregador tem um papel especial no testemunho de Jesus Cristo. Para cumprir seus deveres de forma adequada, ele precisa de duas qualidades especiais: experiência e humildade.

Mis's do CTMDT ensinando na IBRB

“Experiência” aqui não significa experiência no ministério de pregação, ou experiência de vida em geral, embora estas coisas sejam muito importantes para o pregador. Significam, ao invés, uma experiência pessoal com Jesus Cristo mesmo. Ele não pode falar como alguém que “ouviu dizer”. Desta forma, não seria realmente uma “testemunha”. Ele precisa ter a capacidade de falar de sua própria experiência pessoal.

“É bem fútil” – disse Willian Temple – “ficar dizendo às pessoas: ‘vá até a cruz’; precisamos ser capazes de dizer: ‘venha à cruz’. Apenas duas vozes podem fazer eficazmente este convite. Uma é a voz do Redentor sem pecado, que não podemos usar; a outra é a voz do pecador redimido, que sabe ter sido redimido. Esta é a nossa parte.”

Se a idéia dominante de testemunho é a experiência pessoal, nem preciso dizer que entre nossa experiência e nosso testemunho deve haver completa correspondência.

Devemos nos lembrar que a verdadeira preparação de um sermão não acontece naquelas poucas horas especificamente devotadas a este fim, mas através de toda a corrente da experiência de vida do pregador até o momento de pregar, e disto o sermão é na realidade uma gota destilada. Como afirmou E. M. Bounds, “Um homem, um homem inteiro, é o que há por trás de um sermão. Pregar não é dar um show de uma hora, mas o fluir de uma vida. Leva vinte anos para se fazer um sermão, porque leva vinte anos para se fazer um homem” (E. M. Bounds, Power through Prayer (Londres: Marshall Brothers), p.11.).

Humildade

E se a experiência é uma das marcas indispensáveis do testemunho cristão verdadeiro, a humildade é a outra. Todo pregador conhece a insidiosa tentação de vanglória a que somos expostos no púlpito. Estamos em posição de proeminência, acima da congregação, sendo objeto de seus olhos e ouvidos atentos. É uma posição extremamente precária! Mas eu posso arriscar a afirmação que um entendimento correto da natureza e propósito do testemunho cristão será uma precaução útil contra os perigos do orgulho. Lembremo-nos de que o testemunho cristão é testemunho de Cristo. Não é autotestemunho; e se chegarmos a falar de nossa experiência, será apenas para exemplificar nosso ensino sobre Cristo. Neste aspecto, João Batista pode ser considerado uma ilustração perfeita do que significa ser testemunha. Dele está escrito “Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz (…). Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz” (Jo 1.7-8, cf. vv. 15,19).

Oficina de Teoria Musical com Megan

Não queremos chamar a atenção do povo para a nossa pessoa, ou interferir no relacionamento deles com Cristo. O propósito primário de nosso ministério de testemunhar é que eles vejam Cristo e o sigam.

Mas o testemunho cristão não é apenas testemunho de Cristo. É também, e fundamentalmente, um testemunho de Cristo dado pelo Pai através do Espírito. Não quero dar a impressão de que o nosso testemunho humano seja desnecessário ou sem importância. Mas precisamos vê-lo em sua verdadeira perspectiva, e seremos então menos inclinados à arrogância. O testemunho de Cristo diante do mundo não depende definitivamente de nós; é um poderoso testemunho que tem sua iniciativa no Pai e sua continuidade no Espírito Santo. E se o Espírito usa a Igreja como o canal através do qual seu testemunho é preferencialmente conduzido, o crédito é dele, não da Igreja.

Que sejamos então essa testemunha, pois fomos chamados como igreja para testemunhar e levar a mensagem de Cristo as nações tornando Cristo conhecido. Porém não nos qualificaremos como testemunhas a menos que vivamos a mensagem que pregamos, a menos que tenhamos uma experiência pessoal com Deus e sejamos humilde não buscando a nossa própria glória ou procurando atrair as pessoas para nós mesmo. Que Cristo seja glorificado!

Reflexao com base no Livro, “O Perfil do Pregado” de John Stott

Anúncios
comentários
  1. cremilde Andrade disse:

    oi manuel seu blog esta muito bom, muito interessante e edificante, parabens. tambem nao poderia ser diferente vindo de vc. vc e um ebencoado. que deus continue te abencoando muitissimo. um abraco.

    Midinha

  2. JOHNY AMORIM disse:

    OLÁ MANUEL… BOM TRABALHO COM ESSE BLOG, ESPERO QUE ELE POSSA DESPERTA A DEVOÇÃO AO SENHOR EM MUITAS PESSOAS E ALCANÇAR OS CORAÇÕES DOS SEDENTOS. ESTOU ORANDO POR VC AI NA JAMI. QUE O SENHOR TODO PODEROSO POSSA TE ABENÇOAR DE MANEIRA TAL SEM MEDIAS CONTINUE ESSA BENÇÃO ATE ALCANÇAR A ESTATURA DO VARÃO PERFEITO.
    UM FORTE ABRAÇO DO MISSIONÁRIO JOHNY AMORIM.

  3. PC disse:

    Manuel, seu blog é uma benção!
    Desejo seu crescimento e que vc nunca desanime.
    “Que sejamos então essa testemunha, pois fomos chamados como igreja para testemunhar e levar a mensagem de Cristo as nações tornando Cristo conhecido”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s